Há uma disciplina na faculdade de Psicologia que nos orienta a fazermos pesquisas bibliográficas sérias antes de ficarmos anunciando novidades que já foram analisadas por muita gente boa. No entanto, os velhos e conhecidos processos psicológicos estão ganhando novos nomes, sem nenhuma referência a origens e fontes. Será que o progresso trouxe seus esclarecimentos e complementos aos estudos da alma humana fazendo desaparecer nela o essencial? Sou uma leitora apaixonada. E não raro, através de citações de autores feitas nos livros que vou lendo, saio em busca deles e de seus clássicos. Vou pesquisando, coisa que adoro fazer, e encontro alguns tesouros. Foi o caso do livro de Maxwell Maltz, “Psicocibernética”, publicado, pelo que pude verificar, lá pelos anos sessenta. Um médico, cirurgião plástico, falando de processos tão atuais, analisa a importância de nossa imagem interna substituída pelas questões externas.
Enfim, tudo isso para recomendar uma leitura? Também. Mas para lembrar que algo antigo não significa sem valor. Queria compartilhar com os leitores que gostam de reflexões sobre sentimentos esse livro, e estimular a redescoberta de muitos autores interessantes que andam esquecidos.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
terça-feira, 31 de março de 2020
ESTAR EM CASA
ESTAR EM CASA
Estar em casa nos permite um novo olhar para aquilo que nos cerca: podemos caprichar nas tarefas que haviam sido envenenadas pelo tédio; redescobrir objetos nas gavetas que têm histórias emocionantes pra contar e andavam meio abandonados; ou ainda nos largarmos naquela poltrona gostosa que namoramos para nossa sala, ler um livro, ouvir música, cozinhar, dormir, dançar...
Estar em casa nos permite um novo olhar para aquilo que nos cerca: podemos caprichar nas tarefas que haviam sido envenenadas pelo tédio; redescobrir objetos nas gavetas que têm histórias emocionantes pra contar e andavam meio abandonados; ou ainda nos largarmos naquela poltrona gostosa que namoramos para nossa sala, ler um livro, ouvir música, cozinhar, dormir, dançar...
Bem, como não há nenhum balcão recebendo
reclamações de nossas solidões com toques de supostos abandonos, só nos resta transformá-las, se existirem. Uma boa ideia pode ser a conexão com a beleza de nosso refúgio, como
faz a primavera com as novas flores coloridas surgindo nas árvores e na terra: ela
não se abate com circunstâncias, apenas manifesta-se. A beleza pode estar em qualquer coisa que escolhermos, como uma intenção. Se desejarmos vê-la, ali ela estará, e isso vai depender de nossa criatividade para retirar os véus que a escondem, e que também pertencem a nossas memórias.
A nossa casa nos reflete, muitos já disseram, não é novidade. Espelha nossas procrastinações, manias, necessidades, desejos de conforto, e é essa a beleza: vermos a nós mesmos, nossos cantos preferidos, onde recarregamos as energias para novos enfrentamentos. E, se as necessidades mudam, talvez nossas arrumações também devam se modificar. Com ou sem música, pernas pra cima, lendo ou dançando, ficar em casa pode significar um reencontro com a intimidade de nossas criações, porque ao avaliarmos ou recolocarmos objetos e cantos, viramos uma chave para ressignificações.
Estar em casa pode ser uma espécie de pausa necessária para revelarmos a nós mesmos em que pedaço do caminho existencial estamos, se há modificações urgentes a serem providenciadas, e nos prepararmos para descobrir os próximos passos.
segunda-feira, 30 de março de 2020
Seguindo...
🌷Adeus, jaula criada pelo medo!
Adeus!
Descobri no meu cantinho, em silêncio;
Que cada momento é único;
Que traz com ele novidades;
Sempre!!!
Acabei de abrir os portais de uma linda estrada, Florida,
Colorida,
Viva!
Como eu...
Como você...
Como nós.
E lá em cima tem uma placa que diz:
"Gratidão".
Vou seguir por ela.
Vem comigo?
Rutty Steinberg
Adeus!
Descobri no meu cantinho, em silêncio;
Que cada momento é único;
Que traz com ele novidades;
Sempre!!!
Acabei de abrir os portais de uma linda estrada, Florida,
Colorida,
Viva!
Como eu...
Como você...
Como nós.
E lá em cima tem uma placa que diz:
"Gratidão".
Vou seguir por ela.
Vem comigo?
Rutty Steinberg
sexta-feira, 20 de março de 2020
Pensando...
PENSANDO
Sabe quando a gente começa a pensar em alçar voos mais altos para conhecer novas paisagens dessa vida? Oscilamos entre “podes” e “não podes”, mas me parece que tudo acontece no tempo certo: a nossa luz ilumina revelações e nos dá ideias. E vai desvendando segredos que andavam escondidos: sobre nós mesmos e nossos talentos. A coragem nos inspira e soltamos a voz:”Sejam bem-vindos, queridos fantasmas, saiam do armário!”. É que nossos corações desejam se abrir para mudanças e transições, e lentamente vamos recuperando a confiança no caminho da sabedoria, aprendendo a escolher entre o bem e o mal.
Quanto aos novos planos, vale a pena sermos leais diante de nós
mesmos, nos comprometendo com as escolhas que fazemos, mesmo que contenham desafios, (o que não dá para evitar pois são
inerentes à vida), fluindo sentimentos mais equilibrados. Formas renovadas de
comunicação, talvez com mais espaço para a intuição, poderão se abrir na busca
por nossas superações. E vamos crer que a
esperança, ao reaparecer, nos ensinará, em meio à instabilidade, que é possível
colhermos alegremente o que foi plantado,
podarmos as tristezas das perdas, e irmos ao encontro da verdadeira conquista: a
paz
domingo, 23 de fevereiro de 2020
Desapegar
DESAPEGAR
Sabe quando novas informações pedem passagem, atropelando nosso jeito de ser, querendo entrar na nossa roda da vida gritando “mudança à vista!”? Ao emparelharem com as antigas, podem ocorrer avaliações bem interessantes, dependendo da disponibilidade interna de cada um para lidar com as próprias verdades.
Refiro-me àquela conversinha íntima sobre desapegar-se
daquilo que já deu o que tinha que dar, o
que sabemos não ser nada fácil. Decidirmos o que vai fazer parte de nossas
vidas agora, por ser realmente essencial; excluirmos o que, sem dó nem piedade, não permanecerá;
integrar objetos, atitudes, pensamentos,
emoções, lembranças, relacionamentos, a lista é interminável... Ah! Isso leva um certo tempo. É uma questão de
consciência. Exige critérios que passam, inevitavelmente, por algo também muito
íntimo que costumamos chamar de gratidão, e que quase sempre anda de mãos dadas com os perdões.
Como precisamos dessa energia que libera, que deixa ir, para
podermos atravessar a ponte que leva à conquista
de novos olhares. Nessa transição criamos
portais, modernizamos alternativas, e manifestamos o triângulo de novos pensamentos,novas vontades e novas ações. Tomamos decisões com
os devidos riscos assumidos e vistos como impulsos para a evolução. Quem sabe, assim nasça um jeito de viver sem grandes raivas,
mágoas, medos e culpas paralisantes, para que talvez possamos fluir nessa vida mais amorosamente, sem tantas
reclamações e dominando melhor a tentação de se fixar lá atrás. Assim, as novas
criações poderão ser feitas com aquilo
que se tem, o que vamos combinar, não é
pouca coisa, nunca!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
VÁ COM CALMA!
VÁ COM CALMA!
Como reagir quando sentimos que uma etapa em nossa vida se foi? Quando percebemos nova luz brilhando, sugerindo outra direção? Vamos com calma, certo? A tranquilidade nas ações libera algumas ansiedades que ainda podem estar tumultuando nosso jardim, atrapalhando a colheita de tantas coisas legais que ali plantamos.
Que tal abrirmos mais um pouco, delicadamente, o coração?
Sim, para sentirmos e escolhermos o
caminho da expansão! Nada de retrocessos, até porque sabemos que mesmo aquilo
que parece antigo contém um novo olhar.
Talvez seja esse o momento de contato com aquele nosso lado
ativo, que andou meio tímido ultimamente.
Muito deverá ser revelado, antes coberto pelas nuvens, pois o enfrentamento de
dificuldades costuma levar à descoberta da força da intuição. Quem sabe nos comprometermos
mais conscientemente com riscos, já que
segurança é algo muito relativo; abraçarmos alguns desafios antes impensáveis;
e assumirmos aparar as arestas de nossas aventuras, trazendo à tona as lições
importantes em cada uma delas.
Pois é, o espaço da gente pede equilíbrio de sentimentos, de
pensamentos. Os mais puros, de preferência, são os que nos guiarão agora. E,
não vamos nos iludir, isso exige esforço e atenção constantes. Mas é com a gratidão
que vamos inspirar delicadeza nos voos altos que agora faremos, nos compromissos
com aquilo que é novo, e na confiança de que o inesperado trará respostas
incríveis.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Gratidão
GRATIDÃO
Gratidão é aquela alegria que faz a gente sorrir pra tudo e abraçar tarefas com olhares simpáticos, cúmplices. Hoje acordei assim: grata. Fiquei pensando na questão do prazer sem culpa, aquele que não faz cobranças, a manifestação do amor à vida, em qualquer forma que ela se apresente. Jamais poderemos saber exatamente como se deram nossas escolhas e todas as variáveis nelas envolvidas, mas se há prazer no que conseguimos perceber a cada momento, a gratidão deverá se mostrar, e o bem-estar não deixará dúvidas sobre a sua presença em nossos corações, dando a ela o nome e as causas que quisermos; conscientemente ou não, somos gratos e pronto.
Ao contrário, porém, entre culpas e tensões, a mesma gratidão nos oferece apenas um sorriso amarelo, falso e distante do coração, da boca pra fora. Se não nos sentimos merecedores de coisas boas, vamos agradecer o que?
Muitas vezes o que não suportamos é o peso das crenças equivocadas, que parecem dançarinas de baixa categoria ao nosso redor, convidando para o seu baile os que preferem não se aprofundar em reflexões, os que não gostam de mergulhar em si mesmos. Nem todos pensam assim, mas para mim esse negócio de empurrar com a barriga e reclamar, enquanto devoramos pães e doces, só serve para disfarçar o próprio amargor e atravancar nosso caminho. Podemos aprender a amar aquilo que nos é apresentado pela vida; dar uma olhada mais focada nos nossos próprios pareceres, prestando atenção para não seguirmos propósitos alheios, sejam eles bem intencionados ou não.
Legal mesmo é finalizar de vez com essa mania que o passado tem de querer ser sempre o ator principal em nosso teatro existencial. É bem mais interessante descobrirmos algo novo em cada gesto simples do dia. Se formos por aí, tudo indica que a gratidão vai adorar fazer reparações.
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