segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

AO PÉ DO OUVIDO

 https://youtube.com/playlist?list=PL7KCoHqRAtpgkN93PrB4ZC9ZnlGYC2h3L&si=YLfRWlxrS16qMz3J

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Reflexão sobre Desafios

 

Reflexão sobre Desafios


Os desafios inerentes à própria vida muitas vezes nos surpreendem: aquilo que nos parecia seguro e estável mostra-se vulnerável, ameaçador, perigoso; o inesperado paralisa, a confusão de ideias e crenças avança sem piedade em nossa direção, afastando a clareza, nos deixando escorregar numa montanha russa emocional. O corpo também se ressente, e nos distanciamos da conexão com a voz da alma. Quando nosso diálogo interior é interrompido, medos e inseguranças mobilizam velhos gatilhos, e a vitimização impede respostas e soluções mais adequadas aos nossos dilemas.

Mas, vamos combinar que precisamos nos acalmar, refletir, tomar decisões. O primeiro passo é equilibrarmos os aspectos emocional e energético, aplacando a ansiedade, abrindo caminho para um bom diálogo interior. Portanto, sem ideias perfeccionistas neste momento, o negócio é encontrar um canto onde se possa apoiar os pés no chão, encostar a coluna, sentada ou deitada, como for possível. A respiração, em busca de harmonia, é o início. Vamos nos acalmando inalando e exalando lentamente, entendendo como estamos nos sentindo, colocando as ideias e sentimentos em alguma ordem mais coerente. Sentimos nosso coração, suas batidas, colocando uma das mãos sobre essa força maravilhosa de vida, e a outra mão um pouco mais abaixo. Vamos nos permitindo imaginar raízes fortes saindo de nossos pés em direção à terra, intencionando receber nutrição através do aterramento. Prosseguimos respirando, lentamente, tranquilamente, e criamos agora uma ponte saindo do topo da cabeça intencionando conexão com a fonte, aquela de nossa compreensão. Sabendo que a nossa energia está onde está a nossa consciência, vamos nos concentrando em cada parte de nosso corpo, dos pés até a cabeça, desacelerando, respirando e sentindo, passeando por ele. E assim, usando a pausa da ansiedade, começarmos a pensar, a nos questionar, sobre a mudança, que tudo indica, agora será necessária em algum nível. Se já desaceleramos, respiramos mais fundo, e sabemos como estamos nos sentindo, papel e caneta à mão. É hora de perguntarmos àquela parte que nos intui e só ouvimos quando silenciamos a mente sobre intuições para iniciarmos um processo: o que está realmente acontecendo, com quem podemos contar, precisamos de ajuda, por onde começamos? São muitas perguntas e a organização e a calma são fundamentais, muito mais do que escavarmos motivos nesse momento, porque estacarmos no mundo das ideias é bloquear as ações necessárias. Mais adiante haverá tempo para investigações sobre causas. Como nos fortalecemos? Para o medo, informações atualizadas e confiáveis, grupos de apoio, terapias, aconselhamentos, amigos próximos. Tempo de soltar a nossa voz que andou adormecida, nos comunicarmos, estarmos presentes em consciência, com determinação, acreditando na possibilidade de aprendermos novas maneiras de nos posicionarmos na vida e superarmos as adversidades. Com esperança, cuidarmos das influências que nos abatem, pois a hora é de coragem e proatividade. Desafios, com toda a sua dureza, são mestres pelo lado avesso que nos ensinam sobre nossa força interior e resiliência. É hora do enfrentamento que a alma feminina conhece bem, e que sabe exatamente quando dizer “Basta!”.

É seguindo em frente que mais adiante poderemos compreender por onde estivemos, as crenças que nos dirigiram, as portas que abrimos e onde nos equivocamos; ou compreender que algumas de nossas aventuras e romances por essa vida foram as soluções mais criativas que pudemos manifestar naqueles contextos. Sem culpas paralisantes, é possível dar sequência a ressignificações. Gosto de pensar que ressignificar é como olharmos para uma estante de livros com suas infinitas possibilidades de organização, ou olharmos para uma paisagem de vários ângulos. As visões e interpretações mudam, e se nem sempre é algo prazeroso, trata-se de um processo libertador, onde dores e traumas recebem novos sentidos, mais perdões, gerando mais fôlego, mais força, transformando velhas crenças sobre impotências. Nesse caminho, feito de absoluta honestidade, internamente, pouco a pouco vamos criando novas alternativas, para mais tarde podermos compartilhar a sabedoria adquirida: ensinarmos sobre o verdadeiro pertencimento, o perdão a si mesmo, e aos outros dentro das possibilidades, o desapego ao que não mais nos serve, a aceitação de falhas aprendendo com elas.Conhecendo nosso novo ritmo e estilo desejado de vida, nos reconciliamos com a própria história, e sim, aí temos condições de ajudarmos a quem vem vindo e necessita dessa força para prosseguir. Honrar as próprias experiências com gratidão é uma linda forma de ressignificação, pela transformação da dor em aprendizado a serviço da vida. Para que a vida volte à vida, é preciso habitar a própria alma. Cito Viktor Frankl, “não é o que você espera da vida, mas o que a vida espera de você”.  

 

 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

POESIAS MUSICADAS


https://youtu.be/B8-UAHwMd9U?si=ZAd9iSH4eisdiyu2
Projeto Mandala vol 1, e vol 2 também no Spotify. Sempre músicas novas, poéticas, cheias de criatividade.
 

(96) IV@NSC - YouTube



Este é um link muito especial, emocionante, porque remete ao amor entre mãe e filho. É feito de poesias musicadas, que refletem momentos da vida cantadas. Ah, a música, sempre mágica! Com arranjos e vozes que tocam a nossa alma, meu filho me deu esse presente: fez a produção musical das letras de minhas poesias, e palavras que andavam meio esquecidas na gaveta ganharam nova vida!

Compartilho aqui o link para que vocês possam também vibrar conosco, e aguardo os comentários. 

http://youtube.com/post/UgkxOh1YiiQpwAl-BawP_1yYt4u_cyRUWKex?si=u9rgWVQmGy7AgmYg 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Cuidado para não retornar àquilo que você já sabe onde vai dar


 Cuidado para não retornar àquilo que você já sabe onde vai dar

Ah, dessa vez vai ser diferente,  Lenita pensou ao aceitar o retorno de seu grande amor bandido mais uma vez. Chorando, com o olhar dos que vivem de ilusões, sentia-se uma mulher traída e abandonada. Ela sempre perdoava Carlitos, em nome de uma espiritualidade inventada, coisas de carma, alma gêmea e outras pérolas que nem vale a pena citar aqui. 
Rosália desligou a TV, cansada das mesmices dessas novelas, que serviam como uma espécie de hipnose. Ela compreendia perfeitamente Lenita, também sentia-se nesse lugar. Só que dessa vez ficou uma pulguinha atrás da orelha, porque tinha a sensação de também estar repetindo um ciclo de emoções que davam sempre na mesma: um vazio na região do estômago, como se a sua energia estivesse sendo roubada. E quem era o ladrão? Ela, Rosália, a própria, que vivia de melindres, reagindo a cada interpretação de abandono, sempre usando os óculos da rejeição. Óculos antigos, que buscavam confirmar como era vítima da maldade humana, das traições vindas de fora. Não resistiu a uma choradinha e fechou os olhos, ressentida.
De repente, a tv se acendeu sozinha, e Rosália viu uma mulher aparecer.
- Tsc,tsc,tsc... Ah, Rô, posso te chamar assim? Te acompanho há algum tempo, e hoje não resisti. Pedi autorização para te deixar uma mensagem de maneira inesquecível.
- Quem é você?
- Pode me chamar como quiser. Talvez Luzia, parecido com luz. Sou funcionária da Espiritualidade, e estou qualificada para te dar toques. E vamos lá, porque tenho outros compromissos. Você não cansa de ficar ressentida? Estuda tanto pra que? Precisa ver novelas para lidar com as suas emoções via telinha? Rosália, querida, a traição que você julga nos outros começa em você mesma, ao fingir não enxergar, e deixar de agir como deveria. Você abre seu campo energético e fica vibrando como mulher traída e abandonada da mesma maneira que na novela. E, no lugar de superar enganos e más escolhas, sente-se como vítima. Enfim, pense nisso e lembre-se: cuidado para não retornar àquilo que você já sabe onde vai dar. Tchau!
A tv se desligou sozinha fazendo um som de click e Rosália abriu os olhos. Algo dentro dela tinha se transformado. Apagou algumas mensagens dramáticas, sorriu, ajeitou os cabelos e saiu de casa cantando "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima".